Adrygeise Costa

Preso em Flagrante: E Agora? Entenda o Que Fazer e Como Garantir os Direitos do Acusado

Ser surpreendido com a notícia de que alguém foi preso em flagrante é uma das situações mais angustiantes para qualquer família.
Nesse momento, cada minuto faz diferença, e entender o que acontece nas horas seguintes é fundamental para garantir os direitos do acusado e evitar que a prisão se torne mais grave do que deveria.

Neste artigo, vamos explicar como funciona o procedimento após o flagrante, o que é a audiência de custódia, quais são as possibilidades de liberdade e por que o acompanhamento jurídico imediato é indispensável.

O Que é Prisão em Flagrante?

A prisão em flagrante ocorre quando a pessoa é pega cometendo um crime, ou logo depois, com indícios evidentes de autoria e materialidade (por exemplo, com objetos, armas ou bens relacionados ao delito).

Ela não depende de mandado judicial, pois é uma medida de urgência, mas isso não significa que o preso perde seus direitos.

Pelo contrário: é nesse momento que a presença de um advogado é mais importante.

O Que Acontece Depois da Prisão?

Após o flagrante, o acusado é encaminhado à autoridade policial, onde será lavrado o Auto de Prisão em Flagrante (APF).
Esse documento descreve as circunstâncias da prisão e as acusações feitas.

É nessa fase inicial que a defesa técnica deve atuar para garantir que:

  • Nenhum direito seja violado;

  • O procedimento siga o que determina a lei;

  • O acusado não seja induzido a declarações indevidas;

  • Haja transparência e legalidade em todos os atos da prisão.

Se houver qualquer irregularidade, o advogado pode requerer o relaxamento da prisão, isto é, pedir que ela seja anulada por ilegalidade.

Audiência de Custódia: O Que é e Por Que É Tão Importante

Em até 24 horas após a prisão, o acusado deve ser levado a uma audiência de custódia, uma etapa obrigatória e essencial no processo.

Durante essa audiência, o juiz analisa três pontos principais:

  1. Se a prisão foi legal;

  2. Se houve maus-tratos ou abusos;

  3. Se o acusado deve permanecer preso ou ser colocado em liberdade.

Nessa fase, o magistrado pode decidir por:

  • Converter a prisão em preventiva, mantendo o acusado detido;

  • Conceder liberdade provisória, com ou sem medidas cautelares (como comparecimento periódico ou proibição de contato com vítimas/testemunhas);

  • Relaxar a prisão, se identificar ilegalidade.

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O Papel do Advogado: Agilidade e Técnica Fazem a Diferença

O período entre a prisão e a audiência de custódia é crucial.
A defesa precisa agir de forma rápida e técnica, reunindo documentos que comprovem:

  • Residência fixa

  • Trabalho ou ocupação lícita

  • Bons antecedentes

Essas informações mostram ao juiz que o acusado possui vínculos com a sociedade, não representa risco à investigação e pode responder ao processo em liberdade.

Quanto mais cedo o advogado ingressar no caso, maiores as chances de garantir uma liberdade imediata ou de evitar a conversão em prisão preventiva.

Por Que a Defesa Imediata é Essencial

Em muitos casos, a diferença entre liberdade e prisão preventiva está na rapidez da defesa.
Se o advogado atua logo nas primeiras horas, pode:

  • Garantir o acesso aos autos do flagrante;

  • Detectar falhas ou abusos no procedimento;

  • Juntar documentos favoráveis;

  • Peticionar antes da audiência de custódia;

  • Acompanhar o interrogatório com segurança jurídica.

Sem essa atuação imediata, o acusado pode ser mantido preso injustamente, mesmo tendo direito à liberdade provisória.

Conclusão: A Liberdade Depende de Uma Defesa Rápida e Técnica

Ser preso em flagrante não significa estar condenado.
A prisão é apenas o início de um procedimento que deve respeitar garantias legais e constitucionais.

Com uma defesa técnica atuando desde o primeiro momento, é possível:

  • Evitar abusos;

  • Garantir direitos;

  • Buscar a liberdade imediata;

  • E conduzir o caso com segurança jurídica até o final do processo.

Se você tem um familiar preso em flagrante, procure orientação jurídica o quanto antes.
Cada minuto é decisivo, e a diferença entre a liberdade e a prisão pode estar em uma petição feita no tempo certo.

Adrygeise Costa
Adrygeise Costa

A Dra. Adrygeise Costa (OAB/MS 20.668) é advogada criminal com mais de 10 anos de experiência, pós-graduada em Direito Penal, Tribunal do Júri e pós-graduanda em Execução Penal e Direito Imigratório. Atua com uma defesa técnica, ética e estratégica em todas as fases do processo penal, sempre comprometida com a proteção dos direitos individuais e com a entrega de soluções jurídicas seguras, fundamentadas e humanizadas. Além da área criminal, também possui atuação em Direito Imigratório, atendendo clientes em todo o Brasil e no exterior.

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